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É um conjunto de atividades
realizadas por uma organização de terceira parte
(organização independente) para atestar e declarar
que um produto, serviço, pessoa ou sistema está
em conformidade com os requisitos técnicos especificados.
Estas ações são
materializadas através da emissão de um certificado
(documento emitido, de acordo com as regras de um sistema de certificação,
para declarar a conformidade às normas técnicas
ou a outros documentos normativos) ou da marca de conformidade
(marca registrada aposta ou emitida, de acordo com as regras de
um sistema de certificação, para declarar a conformidade
às normas técnicas ou outros documentos normativos).
As organizações de terceira parte são normalmente
denominadas Organismos de Certificação (OC), ou
Organismos de Certificação Credenciados (OCC), quando
são credenciadas por um organismo de credenciamento. No
âmbito do SINMETRO, o organismo credenciador é o
INMETRO.
Se você quiser consultar
a lista dos OCC clique
aqui.
No Brasil a atividade de certificação é desenvolvida,
nos mais variados setores industriais, dentro das regras do Sistema
Brasileiro de Certificação - SBC (ver credenciamento)
ou de outros sistemas oficiais de avaliação
da conformidade.
A Certificação
pode ser de caráter voluntário,
cuja decisão é exclusiva da empresa que fabrica
o produto ou fornece o serviço; ou compulsório,
estabelecida pelo governo para comercialização de
produtos e serviços.
Existem atualmente no Brasil muitos produtos, serviços, pessoas
e sistemas certificados no âmbito do SBC. Se você quiser consultar
entre em Base de dados:INMETRO
ou ainda ABNT/CB25.
A
certificação e o Comércio Internacional
Ao longo das últimas décadas, especialmente na década de19 90,
tornou-se crescente a necessidade de apresentar certificação de
sistemas de gestão (com base nas normas ISO 9000 e ISO 14000,
entre outras) e de produtos para viabilizar relações comerciais
entre empresas de diferentes países.
Em razão destas exigências, as exportações de produtos
e serviços passaram a impulsionar o crescimento e fortalecimento
dos sistemas nacionais de certificação e credenciamento nos mais
variados países.
Contudo, a necessidade de manutenção
da credibilidade, conjuntamente com o aumento do volume de exportações,
estimulou a adoção de acordos de reconhecimento mútuo entre
os sistemas de certificação ou de credenciamento.

Os acordos de reconhecimento mútuo podem
envolver o trabalho de laboratórios de ensaios, organismos
de inspeção, organismos de certificação
ou organismos de credenciamento.
Um dos pré-requisitos
destes acordos é a confiança mútua entre
os signatários. Contudo, antes de serem celebrados, deve
ser demonstrada a competência técnica adequada das
entidades envolvidas.
Para tal, há que ter
em conta a verificação da conformidade com os Guias
ISO/IEC relevantes. Alguns dos requisitos básicos para
acelerar o processo de confiança são:
- harmonização
das especificações de ensaio ou método
de inspeção;
- harmonização
do formato dos relatórios de ensaio, inspeção
ou auditoria, bem como do procedimento de avaliação
destes relatórios;
- harmonização
dos procedimentos de credenciamento;
- métodos harmonizados
de avaliação de pessoal, das disponibilidades
de meios de medição e calibração
de equipamentos de ensaios;
- métodos harmonizados
de controle das condições ambientais laboratoriais.
Com estas questões em pauta, foram criados
importantes organismos internacionais com o objetivo de estabelecer
mecanismos para viabilização dos acordos de reconhecimento.
São eles o IAF,
o IATCA,
o ILAC
e a IAAC.
Mais detalhes sobre estes organismos
podem ser encontrados em suas páginas da Internet: IAF,
IATCA,
ILAC
e IAAC.
Por outro lado, num determinado
mercado onde a avaliação da conformidade é
uma exigência compulsória, principalmente quando
estão em jogo questões como a saúde, a segurança
ou o meio ambiente, um exportador deve atender a essas exigências
obtendo a certificação por um organismo de certificação
aceito no mercado de destino.
Assim, um exportador deve se informar sobre as
exigências de avaliação da conformidade num
mercado específico para o qual deseje exportar.
Obrigatoriedade
da Certificação
A certificação
compulsória atende às questões de segurança
e saúde, de interesse do país e do cidadão,
abrangendo as questões relativas aos animais, vegetais,
proteção da saúde, segurança (acidentes,
desastres), meio ambiente e temas correlatos.
O governo estabelece mecanismos
de fiscalização no mercado nacional e para os produtos
importados, de modo a garantir o seu efetivo cumprimento. A certificação
compulsória deve ser executada com base no regulamento técnico
indicado no documento que a criou e complementada por regra específica
de certificação.
Por conter regras obrigatórias,
o regulamento técnico é restrito ao que é
essencialmente papel do Estado ou do poder público impor
à sociedade, visando às atividades de saúde,
segurança e meio ambiente.
Exemplo: certificação de preservativos
masculinos.
Certificação
Voluntária
A certificação
voluntária, que tem como objetivo garantir a conformidade
de processos, produtos e serviços às normas elaboradas,
é decisão exclusiva da empresa que fabrica produtos
ou fornece serviços.
Assim sendo, quando a certificação
é voluntária, podem coexistir no mercado produtos
e serviços certificados e não certificados. Nestes
casos, a certificação torna-se um diferencial de
mercado em favor das empresas que adotam a certificação.
A certificação
voluntária de terceira parte deve ser executada com base
nas normas brasileiras, regionais ou internacionais, mas podem
também se basear em outras normas, desde que seu campo
de ação não esteja coberto por aquelas.
Exemplo: Certificação de uma
fábrica de papel e celulose com base na norma NBR ISO 14001.
Avaliação da Conformidade
na Saúde
A avaliação hospitalar,
realizada com base no Manual Brasileiro de Acreditação
Hospitalar, vem sendo desenvolvida pelo Ministério da Saúde
com o objetivo de promover permanentemente a avaliação
e a certificação da qualidade dos serviços
hospitalares.
É um mecanismo que estimula
o aprimoramento contínuo dos processos hospitalares, de
forma a garantir qualidade na assistência à saúde
dos cidadãos, em todos os hospitais do país.
Na área de inspeção
sanitária, a Secretaria de Vigilância Sanitária
- SVS atua como órgão fiscalizador do Ministério
da Saúde, coordenando as ações de inspeção,
licenciamento para o funcionamento de empresas sujeitas ao regime
de vigilância sanitária, bem como supervisiona as
ações da rede de laboratórios quanto ao controle
de qualidade de produtos e serviços sujeitos à vigilância
sanitária.
Avaliação
da Conformidade na Aeronáutica
Com o objetivo de certificar
aeronaves, o setor de certificação denominado "Homologação
Aeronáutica" foi criado, adotando os requisitos do
organismo de certificação americano da Administração
de Aviação Federal (Federal Aviation Administration
- FAA).
Criados em 1975, os Regulamentos
Brasileiros de Homologação Aeronáutica -
RBHA facilitaram o comércio de produtos aeronáuticos
entre Brasil e Estados Unidos.
Eram aplicáveis somente
aos produtos que faziam parte de uma aeronave. Assim sendo, em
1991, foi autorizada a execução da certificação
da qualidade pelo Centro Técnico
Aeroespacial - CTA para os produtos que não se enquadram
na Homologação Aeronáutica.
Avaliação
da Conformidade na Marinha
A expedição do
certificado de aprovação de todos os materiais e
equipamentos destinados à segurança das embarcações,
tripulante, passageiro e profissional não-tripulante realizada
pela Diretoria
de Portos e Costas da Marinha.
A Marinha também utiliza
procedimentos para a licença de construção,
de alteração ou reparo de embarcações.
Avaliação da Conformidade
no Exército
O Exército verifica
os Materiais de Emprego Militar,
bem como outros produtos de uso controlado, de modo a assegurar
características de segurança e desempenho.
Os materiais de emprego militar
são armamentos, munição, equipamentos militares
e outros materiais ou meios (navais, aéreos, terrestres
ou anfíbios) de uso privativo ou característico
das forças armadas, bem como seus sobressalentes e acessórios.
Para produção
e aquisição dos materiais, a empresa envolvida deve
atender ao plano de qualificação, para receber o
certificado de qualidade.
Avaliação da Conformidade
em Alimentos e Bebidas
São realizadas atividades
de inspeção em estabelecimentos que elaboram produtos
de origem animal e vegetal.
Inspeção é
a ação fiscal para a verificação de
um estabelecimento, produto e sistemas de controle de produtos,
matérias-primas, processamento e distribuição,
com enfoque na preservação da saúde do consumidor
e na garantia preventiva da conformidade dos produtos e processos,
nos diversos elos das cadeias agroprodutivas e dos agronegócios.
O Serviço de Inspeção
Federal - SIF abrange a inspeção de produtos de
origem animal.
A Secretaria de Defesa Agropecuária
- SDA normatiza e supervisiona, na forma da legislação
específica, as atividades de:
- defesa sanitária
animal e vegetal;
- inspeção de
produtos e derivados de origem animal e de bebidas, vinagres,
vinhos e derivados do vinho e da uva;
- fiscalização
da produção, da comercialização
e da utilização de produtos veterinários
e de agrotóxicos, seus componentes e afins;
- análise laboratorial
como suporte às ações de defesa sanitária,
de inspeção de produtos de origem animal, de fiscalização
de insumos agropecuários e de bebidas, vinagres, vinhos
e derivados do vinho e da uva.
Para informações adicionais, consultar
o site do Ministério da Agricultura
e da Secretaria de
Defesa Agropecuária.
Avaliação da Conformidade nas Telecomunicações
A Agência Nacional de
Telecomunicações - ANATEL
publicou em agosto de 1998 a Resolução n°47,
que aprova as diretrizes para o Modelo de Certificação
de Equipamentos de Comunicação.
Estas diretrizes serão
aplicadas a todos os provedores de serviços de telecomunicações
de interesse restrito e/ou coletivo, no regime público
ou privado, assim como aos prestadores de serviços de radiodifusão,
e a todos os fabricantes, fornecedores e usuários de produtos
de comunicação.
Avaliação da Conformidade na
Área Nuclear
Na área nuclear, a garantia
da qualidade é expressa pelos 13 critérios da Agência
Internacional de Energia Atômica - AIEA, adotados pela Comissão
Nacional de Energia Nuclear - CNEN.
Avaliação
da Conformidade na Área Ambiental
O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN
O CONTRAN instituiu o Código
Brasileiro de Trânsito, que trata do Certificado de Licenciamento
Anual. Ao licenciar o veículo, o proprietário
deverá comprovar sua aprovação nas inspeções
de segurança veicular e controle de emissões de
gases poluentes e de ruído.
Para informações
adicionais consultar o site do Ministério
da Justiça.
Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA
Um dos instrumentos previstos
na Política Nacional de Meio Ambiente para o controle
das atividades potencialmente poluidoras e/ou utilizadoras dos
recursos naturais é o Licenciamento Ambiental.
Licenciamento Ambiental é um instrumento de planejamento
que tem como objetivo a preservação, a melhoria
e a recuperação da qualidade ambiental propícia
à vida, visando assegurar, no país, condições
ao desenvolvimento socioeconômico e a proteção
da dignidade da vida humana.
A construção, instalação, ampliação
e funcionamento de qualquer equipamento ou atividade que sejam
considerados poluidores ou potencialmente poluidores do meio
ambiente no país, depende de prévio licenciamento.
Para informações
adicionais, consultar o site do Ministério
do Meio Ambiente.
Certificado Nacional de
Qualidade Ambiental de Florestas - CERFLOR
O sistema está sendo
desenvolvido pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas - ABNT,
que irá buscar o reconhecimento do certificado no âmbito
internacional.
O trabalho dos certificadores
de produtos florestais é supervisionado pelo Forest Stewardship
Council - FSP, fundado em 1995, e coordenado no Brasil pelo
Fundo Mundial para a Natureza (World Wide Found for Nature -
WWF).
Selo Orgânico
O selo orgânico visa
fornecer maior segurança ao consumidor, informando-o
quanto à isenção de produtos nocivos à
saúde e quanto ao valor nutricional dos produtos, além
de fortalecer o produtor e incentivar a prática de agricultura
sem agrotóxicos.
A supervisão internacional
é realizada pela Federação Internacional
de Agricultura Orgânica -
IFOAM.
Rotulagem Ambiental
Com a solicitação
pelo mercado de produtos que tenham baixo grau de agressão
ao meio ambiente, surgiu a necessidade da padronização
dos termos e ensaios utilizados para caracterizar tal propriedade.
Para isso, a rotulagem ambiental passa por um processo de normalização
internacional pela ISO.
São os seguintes os programas de
rotulagens ambientais de terceira parte: Rótulo Ecológico;
Certificação Monocriteriosa; Cartão de
Relatório Ambiental; Informativos e Avisos de Risco.
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